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Blog do Dr. Manoel Paz Landim
 


SE ELA FEZ COM ELE VAI FAZER COMIGO

Beatriz Kauffmann's Web Site

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BOLA DIVIDIDA

Composição: Luiz Ayrão

MIDI

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
Só que eu não vou em bola dividida
Pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo
Se ela faz com ele vai fazer comigo

E vai fazer comigo exatamente igual
E ela é uma morena sensacional
Digna de um crime passional
E eu não quero ser manchete de jornal
Por isso é que eu pergunto

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
Só que eu não quero que essa gente diga

Esse camarada se androgenou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou
Esse camarada se androgenou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
Só que eu não vou em bola dividida
Pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo
Se ela faz com ele vai fazer comigo

E vai fazer comigo exatamente igual
E ela é uma morena sensacional
Digna de um crime passional
E eu não quero ser manchete de jornal
Por isso é que eu pergunto

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão descontraída
Só que eu não quero que essa gente diga

Esse camarada se androgenou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou
Esse camarada se androgenou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou
(Bis)

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Contato

 

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http://www.youtube.com/watch?v=GPff3pZZloM



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 07h39
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UM LEVE DILEMA

No jardim bem cuidado a menina brincava, enquanto deixava sua beleza ímpar enfeitar a grama. Mantinha os cabelos loiros soltos e para balançar folhas das árvores, com o frescor necessário para enfrentar aqueles dias quentes e tensos. O clima no interior da casa combinava com a baixa umidade e o ar rasgava as entranhas antes de aquecer o sangue viscoso dos moradores.

Lá dentro reinava soberana a eterna dona da casa e também de todo seu redor. Com a mesma impostura ela vigiava com seu olhar de traves, limitava movimentos sem mover os lábios gelados, determinava sem palavras e a todos aquietava. Costumava repousar na sala principal sentada na sua confortável poltrona, espalhando respeito através dos poros cheios de cera da sua face robusta.

Apesar dos laços de família que as unia a garota graciosa não gravitava naquela atmosfera. De fato estava ali, mas não pertencia a planeta nenhum. Era uma imagem, antes de um ser e era um sentido precedendo o tato. Uma percepção anterior ao pensamento. Seu ir e vir com o balanço de duas cordas lembrava um pêndulo, mas seus movimentos eram ignorados pela vetusta senhora.

A soberana por vezes deixava seu olhar penetrar pelas frestas, o que lhe dava poder de mando e controle de seus domínios. Fazia questão, porém, de amoitar-se e fazê-lo desviar do caminho da garotinha. Não se intimidava com a presença dela, apenas a achava apropriadamente inoportuna. Mantinha-a sob sua custódia não como um dever, mas como uma extensão de uma parte sua que crescia independente como as unhas.

Como uma verdadeira rainha sabia que todos os corpos produzem excrementos e era com este sentimento que mantinha a convivência. Sua realeza era capaz de andar pela lama sem sujar o solado de seus sapatos forrados de veludo. A doce criança simplesmente ignorava a existência daquela criatura. Uma coluna ou lance de escada inspiravam-lhe o mesmo sentimento que a sua suserana e não se sentia vassala. A menininha simplesmente era. Assim como existe o vento, o sol e como a grama que cresce e a água cai ela também acontecia no mundo.

A independência da vida daquelas duas pessoas que não se esforçavam para se suportarem dava o tom de naturalidade para aquele ambiente pesado e seco, com a falta total de circulação de ares e de ânimos. Um transeunte não adivinharia a batalha judicial que ambas travavam sob aquele calor. Não se tinha notícia de outra situação à qual alguma das duas tivesse que se curvar, exceto aquela pendência que precisava do arbítrio de um estranho.

Ambas desconheciam o mundo. Não porque fossem tolas ou cativas, mas sim porque não davam a mínima para eles. Tanto a doce criaturinha do quintal quanto a solene e intocável senhora de todos os cantos. Sem nenhuma espécie de pretensão impunham-se como as marés, destruíam como as ressacas, esculpiam como as erosões e produziam. Não consumiam nada de profano. Costumavam dizer aos amigos que seus domínios estavam além da compreensão.

Não faziam julgamento de ninguém e nem consideravam-se superiores. As duas, mesmo com suas diferenças, eram tão iguais em potência a ponto de serem capazes de ser conseqüência uma da outra. A força de uma era tão impactante quanto a beleza da outra. A boca seca com lábios frios da impactante senhora era o caminho para a expulsão do canto suave emitido pela infância graciosa e doce da menina do balanço do quintal. Se uma fosse o nome, a outra certamente seria o sobrenome. Dividiam um reino inexistente, mas coeso e real; tangível e concreto como o são os dias quentes e secos que engolia aquelas paragens.

Os pesados anos que a carcaça da velha senhora carregavam davam-lhe uma maturidade tão impressionante quanto o fogo e a explosão do ir e vir do balanço montado pela menina sorridente e feliz, indo e vindo, indo e vindo, eternamente indo e vindo, num ritmo variável, embora constante e forte. A anciã não se abalava com a iminente decisão da corte à qual submetera-se apenas para satisfazer as circunstâncias. Como o escuro engole a fôlego do dia ela deixou-se questionar. Sabia que se imporia, enquanto a menina do balanço mantinha seu ir e vir gracioso e feliz.

O oficial de justiça a pouco haveria de chegar. Não que houvesse uma data, mas porque era parte dos acontecimentos. Ambas teriam que se ausentar da casa grande e austera, mas deixariam seus rastros por onde flanassem. Seguiriam para ouvir o veredicto sem abalos em suas rotinas. Porque apenas eram e sabiam sê-lo. Se havia alguém abalado frente à situação era o azarado ministro sorteado para o caso. Esgotadas todas as esferas da justiça ninguém poderia mais tergiversar ou procrastinar, como todas as outras instâncias já haviam feito.

A convenção que era justiça cumpria sua obrigação, enquanto a família continuava sendo, porque as duas seriam sempre, como sempre foram e como continuarão sendo séculos após séculos, bangs após bangs, dilúvios após dilúvios, evas depois de adões, fogo do fogo, luz da luz. A fleuma da senhora e a espontaneidade da guria entrariam na corte, porque assim exigia o ritual, embora elas soubessem que não havia necessidade de comparecerem e, se alguma informação fosse necessária, haviam os autos do processo à disposição.

Nenhuma das duas desviou-se de suas rotinas quando a campainha soou. O balanço da menina continuava seu interminável vai e vem e os olhos frios enfiavam-se nas gretas e buracos cumprindo o seu papel. A menina, então fez-se pronta para sair e a senhora, apesar de seus trajes sempre impecáveis, viu-se frente ao espelho encarando-se firme. O seu reflexo enchia-lhe a alma, alimentava seu orgulho e ofuscava o oficial que teimava em vão levantar os olhos. O pobre estafeta suava a única água que poderia atenuar o rasgo do ar adentrando narinas adentro. Sua angústia no interior da sala e seu medo latente seriam o único vestígio de humanidade ali.

A menina espoleta dançou sorrindo pela sala e a senhora fez-se pronta para passar impassível por lugares tão conhecidos. Para o representante da suprema corte, porém, o curioso era a brincalhona criança dar-lhe a impressão de conhecer mais as ruas do que a imperiosa senhora. Enquanto a pequenina andava, seu cabelo jogava-se jovial de um lado para outro, indo e vindo como seu balanço no quintal. Mas as cãs daquela outra criatura toda empertigada pareciam uma pedra que se eleva acima do rochedo. Sisudez e inocência desciam a rua lado a lado, como azeite água. Paradoxal, mas tão familiar quanto manteiga quente sobre pão fresco.

 

continua



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 16h36
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FINAL

No tribunal os umidificadores e aparelhos de ar condicionado subitamente pareciam não funcionar mais. As togas passaram a incomodar os ministros do supremo, mas as duas mantinham-se tão à vontade e integradas ao recinto, como se dali nunca tivessem saído. Não pareciam estar adentrando. Não fosse pelo clima pesado e inconveniente que as duas transmitissem, um passante não saberia - ali também - distingui-las das colunas espartanas da casa. A pequena não parava de brincar, até que visivelmente amedrontado o presidente solicitou-lhe recato.

Talvez aquele tenha sido o único momento de constrangimento pelo qual passara em toda sua vida. Sentia falta de seu balanço no quintal e subitamente não queria mais permanecer ali. O insignificante oficial de justiça até assustou-se, porque de repente parecia estar diante de outra pessoa e foi a ele que o magistrado solicitou que a retirasse da sala. A voz daquele experiente jurisconsulto tremeu e o denunciou. Ele não a queria ali por puro temor. Um medo perpassou sua alma e gelou sua coluna já doente, mas - pensou ele - essa inconveniência não tinha espaço. A intocável senhora não se manifestou. Por um instante seu lábio inferior pareceu mostrar satisfação, mas enganou-se quem assim pensou.

Circunspecto, o ministro passou a transmitir o parecer final elaborado pelo colega relator e aprovado unanimemente pelos seus pares algumas semanas antes daqueles dias tão áridos, no tempo em que ainda havia ar para se respirar e espaço para os pulmões se expandirem sem sangrar. Havia resolução em sua voz já recomposta após a saída da menina e ele, então, pôs-se a falar com clareza e correção. Estava sim íntimo do caso e mostrou essa condição na sua decisão final, falando sem ler e atraindo a atenção de todos.

Sua Excelência agora assumira o papel de protagonista, com uma clareza como jamais se ouvira naquele tribunal, onde tantos já tinham exarado suas convicções e exercido seu poder. Calmo, o juiz sequer necessitou elevar o tom de sua voz. Todos os ouvidos foram para ele. Doaram-lhe as almas e passaram a seguir sua lógica. Houvera justiça. Impusera-se a razão. A ordem reinara sobre o caos. Mudara-se o curso do pensamento. Alterara-se conceitos. Corrigira-se as visões. Iluminara-se o mundo e a luz fora dada. Iniciara-se a sensatez naquele templo para seguir definitivamente seu caminho.

“A menina é mesmo travessa, mas percebo que algo nela a atrai, distinta senhora. Parece-me até que enxergo uma ponta de inveja saindo dessa sua inata robustez tida como inquebrantável por todos nós desta corte. Sua postura à primeira impressão imune à ação do pó que sai dos cabelos esvoaçantes daquela criança, dá sinais de que a senhora eventualmente se deixa contaminar, embora saibamos que a senhora não se dobra àquela influência.

Reconhecemos a beleza e a alegria como naturais à personalidade daquela garota e não podemos esconder o quanto também nos fascinaram a todos, enquanto discutira com o ilustre ministro-relator. Não foi somente a senhora que bebeu daquele cálice. Não sendo nossa função trabalhar com ilações, nossa sentença não premia impressões e tampouco pesa aparências, deixando-as para os imaturos que se inclinam ante as facilidades que a vida ocasionalmente parece nos oferecer.

Essa corte não se preocupa em agradar a uns ou desagradar a outros. Aqui fazemos reinar a justiça através da razão e não pela impostura com a qual a senhora se defende. O único império aqui é o que nasce daquele princípio e não os que se escondem dentro de palácios. Temos dor e ela faz parte da condição humana, da mesma forma que nos servimos da alegria representada pelos folguedos de tão graciosa menina. Nosso mérito está em dosar uma com a outra, assim como a senhora também o tem feito como nos ficou claro apesar da antipatia que a senhora parece gostar de carregar para aonde quer que vá.

Seus mistérios, minha senhora, podem permanecer guardados porque a nós eles não interessam. Delegamos a cada um o mesmo direito que a senhora está doravante autorizada exercer. Nossa sentença, porém, também determina que a senhora aja menos azedamente, sem arvorar-se única. A senhora não é diferente de ninguém e seus títulos não demovem a outrem. Saiba, contudo, não influenciar ou coagir as pessoas que estejam à sua volta. Talvez sua dureza não a deixe ver que reconhecemos a sua dor e que respeitamos a sua posição de não voltar atrás.

A senhora é má. Isso o sabemos. Decide rumos e não se importa atropelar quem se coloque em seu caminho. É capaz de machucar até sangrar. Contudo, vossa senhoria é necessária à nossa sociedade como um todo, mas não faça disso um júbilo. Antes é uma triste sina. Determinamos, também, que a senhora ouça até o mais humilde de seus serviçais antes de si mesma.

É a lei. Cumpra-a!

Quando essa corte precisa escolher recorre ao paradigma dado pelo discernimento e não ofende, como a senhora o fez. Damo-nos como exemplo, é verdade, mas admitimos que todos os recursos foram analisados antes desta nossa decisão final e irrevogável. O discernimento não é exclusivo da dinastia que a senhora representa ou julgue representar. É, sim, a isenção das paixões e ela não nos remete somente a gerações passadas. Ela ouve o presente e prediz o futuro. Reconhecemos, também isso na sua conduta, distinta senhora.

Sua soberba, porém, a impediu de lembrar quantas vezes atendeu somente aos desejos do seu coração. Decretamos que isso não se repita! O coração é melhor companhia para o balançar dos cabelos da nossa garotinha que está na sala ao lado, velada neste instante pelo nosso distinto servidor público e não zanzando por aí, com a displicência com que a senhora precisa admitir ter agido. Um dia nossos corações batem com mais força que em outros, por isso ele nunca será um bom juiz. É nossa decisão, portanto, que a senhora pague por sua displicência.

Um dia, senhora, foi-lhe dado pensar que todas as estradas lhe seriam tão lisas quanto os tapetes de sua residência. Não nos admira também que houvesse querido dormir sempre no escuro silencioso de seu quarto. Entretanto há que se saber que a menina também está na mesma casa e por vezes faz barulho e continuará fazendo. Isso nunca lhe deu o direito de maltratá-La e jamais o dará a ninguém. Não seja insensível ante os rangeres de fechaduras que não conseguem se abrir e franquear seus aposentos. Saiba que um fiapo de corda tem força de guindaste para sua vítima.

Não serão perdoadas suas invejas. A senhora não tem mais o vigor daquela menina, portanto não a sufoque com sua inveja, madame. Sua liberdade está doravante restrita, embora sua boca anseie pela maciez e maleabilidade próprias ao corpo de uma pessoa que tem juventude. É necessário restringi-La e para que saiba respeitar a juventude, porque ela ainda tem muito a aprender. Acredite também naquilo que seus olhos não podem ver. Assuma sua fragilidade e não seja uma déspota. Quem a senhora afeta com suas ações não são seus escravos.

A decisão desta corte está tomada. Sua sentença final é a observação diária de tudo que foi dito aqui neste tribunal. Para que tome força de lei assine por si que eu assinarei pela menina, devido à incapacidade dela responder pelos seus atos”

Após o juiz terminar e sair da sala sem cumprimentar ninguém a mulher, agora reduzida a uma simples mortal dirigiu-se à mesa do tabelião para firmar sua assinatura. Seu nome escrito com uma caligrafia nítida ficou gravado naquela ata histórica. Logo abaixo da data ela assinou seu nome de batismo:

- Senhora Decisão Definitiva

Escreveu seu nome bem abaixo da assinatura do juiz Moral da Razãlo Perpétua, que representou a menor devidamente qualificada nos autos pela sua identidade real: Senhorita Dúvida Amarga e Cruel.



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 16h35
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TODO CHATO CUTUCA

  07/11/2011 17:33 - publicado por Dr. Manoel Paz Landim  [ Alterar ]   [ Excluir ]  [ Publicar ]

                         Só existe uma coisa pior do que vendedor de Bíblia: O grude

                         Pra quem não sabe, este gênero de pessoa que não entra nem entrará nunca em extinção,  é o famoso bonzinho. Aquele que está sempre do lado mesmo quando você precisa, fuça na sua vida como se ela fosse uma página de facebook e ainda cisma lhe dar conselhos sempre sábios.

                        É a criatura que não desconfia. Não tem senso de oportunidade. Está na sua frente na fila do banco, atrás de você no posto de gasolina e ao seu lado no cinema. Sempre crente de que acreditamos em coincidências.

                        Grudento é diferente de chato. É muito importante não confundir. Chato é coletivo, mas o grude é individual. Esta é a principal diferença, apesar de ambos cansarem.

                        Isso não quer dizer, porém, que seja impossível ambos possuírem, igual a encosto, uma só pessoa. São os casos mais grave.

                        Mesmo co-habitando o mesmo cavalo, como se diz no candomblé, um predomina sobre o outro e se tornam capazes de incomodar muito mais.

                        São condições latentes. O chato nasce, enquanto o grudento s forma. Quem nunca presenciou a cena de uma criança que faz birra, se joga no chão, morde, enfim: pentelha. Essa é a infante chata. A grudenta, por sua vez, é aquela conhecida como amorosa. Chupetinha na boca, abraçada na perna da mãe, no maior dengo, olhando pra cara da gente como quem diz: tá vendo? Olha como faço de bobo todo mundo.

                        Quando crescem e vão pra escola as amorosas adquirem outras características, como carregar o material da professora; solícita, apaga o quadro e chega frequentar a sala dos mestres. É a primeira a se apresentar para o jogral ou apresentações de final de ano. O chato, conhecido como pentelho tem características também marcantes: Joga giz, coloca os colegas em encrencas, puxa o cabelo das meninas e as olha  no banheiro enquanto se preparam para a educação-física.

                       Infelizmente todos crescem e passam a maior parte dos dias na vida adulta, atazanando suas presas. O grudento insiste e não precisa fazer força pr isso, pois pra ele é natural, um modo de vida, uma característica inata fazer da vida do seu alco um verdadeiro inferno. Não sabem que erros são cometidos e interpretam boa educação como sinal verde para assédio. Não entendem como uma pessoa pode se desiludir com a outra e não aceitam que os sentimentos mudam.

                       Assim, é difícil ao grudente entender o porquê de amor poder se transformar em ódio tão naturalmente quanto aqueles telefonemas que inistem em disparar nas horas mais inoportunas, mesmo se são ignorados ou não atendidos.

                       O último livro de Danuza Leão foi a inspiração para este texto. Ela diz já no título: É TUDO TÃO FÁCIL.

                      



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 08h26
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      Amar, ou a falta de, altera a disposição, afeta as emoções e compromete a capacidade de raciocinar de forma lógica.  Ficamos vulneráveis, a sensibilidade sobe até a superfície e ficamos à mercê das agruras de fora. Em outras palavras, baixamos a guarda de maneira peculiar

    Quem está de fora assiste com as lentes da materialidade e estão prontas para recriminar as típicas maneiras de reagir que acompanham a natureza própria das almas enamoradas.

    Então não causa estranheza nos enrolarmos nas teias das decepções e turbulências, fertilizadas pela expectativa exagerada e pela ânsia de complementar a alma pedindo emprestada a da pessoa amada.

    Qualquer discussão é contaminada pela falsa noção de haver ingratidão em toda parte porque distorcemos as imagens, idealizando a criatura para quem nos entregamos.

A parceria teria a obrigação, também falsa, de compreender e também corresponder a todas nossas ânsias. Dar cria a glórias diariamente. Cada luar há de ser ímpar, para enfeitar a estrada que nossa mente produz e que - via de regra - termina na nave central de uma igreja.

Está criada a biosfera adequada para surgirem generalizações do tipo "ninguém presta" ou "nunca mais vou me entregar". Geralmente essas afirmações são dirigidas a integrantes de uma espécie, distinguindo-se apenas a genitália à qual pertençam.

Todas as brigas, desavenças ou desesperanças são creditadas à condição de nossa cara-metade possuir uma genitália diferente da nossa própria, como se uma atitude comportamental da sociedade pudesse ser atribuída à condição sexual.

Vista de cima, essa situação expõe nossa imbecilidade. Ouvir ou pronunciar frases discriminatórias é inadequado a quem queira obedecer a natureza de amar, onde a cada ser devam ser dadas tantas oportunidades quantas sejam necessárias, desde que a honestidade de sentimentos impere.

Assim como foi difícil escrever todas as sentenças desta declaração usando-se apenas palavras femininas (procurem alguma de outra interpretação) também é conviver com expressões do tipo:

- Os homens não prestam

- Eles só querem cama

- Eles não têm respeito.

Existem exceções, mesmo que não sejam tão criativas a ponto de fazer um texto tão boçal quanto este.   



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 14h11
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ombudsmam tendencioso


O ombudsmam da folha não praticou com correção sua função neste domingo, sendo tendencioso e protecionista. Os inúmeros leitores e internautas que se manifestaram sobre a doença do ex-presidente da república foram os mesmos que prontamente se solidarizaram com o então vice-presidente José Alencar. Ocorre que daquela feita tratava-se de um homem de posses, com condições financeiras bastante para comprarem o hospital que o tratou. O mesmo não se dá com o ex-presidente, cujas finanças ninguém conhece e que fez carreira alardeando a necessidade de corrigir as deficiências do sistema público de saúde. Com ele, assim como com sua então ungida pré-candidata, poder-se-ia destilar o mesmo tipo de comisseração, caso viesse a público e dissesse como seriam custeadas as suas despesas e, provando ter condições para tal, desnudasse não só seu capital, mas o de seus familiares até o segundo grau e o de companheiros e amigos. Isso seria o bastante. Até que isso não se faça, fica na lembrança o top-top símbolo exibido pelo seu colabor direto Gilberto Carvalho. Enquanto não acontece, continuaremos acreditando que os destinatários do famoso gesto obsceno contiamos a ser nós, o famoso povo.



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 14h08
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MINHAS DESCULPAS A TODOS

Amigos,

Por um erro de digitação (ou distração) apaguei todos os textos anteriores.

Desculpem-me, em breve trocaremos idéias novamente

Manoel



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 21h50
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AMIGOS DE TECLADO

Sou um internauta tardio e devo confessar que só aderi aos recursos da rede por absoluta necessidade. Assim como meu avô, que nasceu antes dos automóveis e conviveu com a realidade dos veículos espaciais, fui forçado a incorporar hábitos tidos como indispensáveis à sobrevivência.

Relutei aos email por preferir a comunicação real, hoje tão esquecida. Sou partidário do tempo para refletir antes de dar respostas ou fazer perguntas e sou avesso à superficialidade. Consegui passar incólume ao Orkut e MSN e cheguei a esbarrar pelo twiter e foi também a imposição que me cadastrou no facebook.

Hoje não fico “boiando” quando ouço falar em cloud ou ciberespaço, mas esses estão longe de serem temas de boa digestão. Em tempo de ficar sozinho, ainda prefiro folhear um livro considerado chato a um bom chat na internet. Rendi-me, mas a contragosto.

Não consigo ver nenhum benefício para ninguém a divulgação instantânea do que eu esteja pensando minuto a minuto, tampouco cutucar pessoas cuja única referência são fotos que sou obrigado a acreditar pertencerem à pessoa que se me apresenta, e instantaneamente adicionar um miasma ao meu círculo de amizade. Bizarro.

Difícil assimilar este frio e incompleto conceito de amizade, então fecho os olhos da razão e me entrego, deixando meu coração, outrora exigente e bastante seletivo em suas escolhas, ser enganado. Minha satisfação era receber afagos, sentir toques, receber olhares e interpretá-los, esquentar-me com o calor da proximidade e da presença.

A constância da convivência permitia intercomunicação velada, cumplicidade denunciada pelas reações previsíveis, próprias dos íntimos. Só a convivência e o compartilhamento da mesma atmosfera aproximam almas e geram intimidade. Nós temos de ficar atentos para não esquecermos a alegria do encontro e a cumplicidade de reconhecer o amigo pelo jeito de andar ou pelo cheiro característico.

Podem taxar-me de arcaico porque não estão nem aí. Não me arrependo por ser temporão, afinal minha resistência permitiu buscar subterfúgios para não me deixarem esquecer ou tentar substituir pequenos prazeres. Mantenho respeito pelo valor que sempre existirá na alegria do abraço de reencontro.

Quero adivinhar quem chega, escutando passos e vendo sombras. Quero me admirar pela sensação de conseguir diferenciar uma roupa nova no corpo do amigo que envelhece junto a mim. Careço da percepção de existir muito mais a ser descoberto atrás da primeira impressão e da aparência.

Contemplar o ausente e ter a sensibilidade de diferenciar um olhar denunciador de paixão ou de tristeza; de cansaço ou de desilusão e torcer para que o próximo encontro seja anunciado pelo clima de alegria que se antepõe à chegada e que alguns denominam premonição.

Precisamos manter a quebra do gelo que a tecnologia não conseguiu substituir. Aquele  encontro caloroso daquele amigo de pele, vivido fortuitamente na fila do check-in do aeroporto e tem poder de apacientar nosso íntimo em terras estranhas. Aquele número exibido no campo indicativo do número de “amigos” é um embuste. Desculpa esfarrapada que tenta enganar a tristeza da solidão.

A grande incógnita permanece com a resposta desconhecida. Enquanto isso ponho a cabeça para imaginar como seria nosso assunto se conseguíssemos promover uma festa laptop-free, restrita aos oitocentos e setenta e dois “amigos” da minha lista. Teríamos oportunidade de nos saudar ou de perguntar: “quem é você?”



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 20h31
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O VIGOR DA LEMBRANÇA

            De repente caiu um pedaço de papel.

Junto às palavras que escorriam das páginas, passavam pelos olhos e iam direto para a alma, surpreendia um gosto de doce confidência.

           Um te amo tímido, medroso, quase invisível, espremido no canto do bilhete em letras de forma, fadado ao ostracismo carinhoso que a companhia de outras frases melhor elaboradas com ele compartilhasse.

Enganadora aparência, de uma fragilidade mal disfarçada pelo amarelo do tempo, enquanto guardou tão forte sua declaração. Resistência. Prova da alegria. De esperança ou até mesmo de uma tímida desilusão que não teve coragem de pedir para ser eternizada.

 Hoje só um lembrete. Marca de uma ma vontade que não podia ser contida, tamanha sua intensidade.

Caindo diretamente no meu colo encontrou um berço acolhedor de sonhos tão iguais. Amparo para declarações rabiscadas com endereço certo.

Não se tem idéia de quem o escreveu, mas valeu a pena. O coração do seu destinatário ou destinatária talvez nem o tenha lido, mas as agruras e a vontade de quem escreveu puderam ser expressa.

Saíram do peito. Foram para aquele lugar onde residem as luzes e os reflexos do amor.

Se perguntas restassem não precisariam ser respondidas.

Talvez aquele amor nem mesmo exista mais. Ou tenha se acomodado. Mas sua marca intensa ficou gravada. Tão eterna quanto a vontade propulsora.

O livro de onde escorreu o bilhete ganhou uma leitura inspirada. As letras ficaram amigas com o tempo e acresceram à emoção, um frêmito maior do que o primeiramente concebido.

Um bilhete enriqueceu a mensagem. Ilustrou a ficção. Emoldurou o clima. Aqueceu as palavras. .

Quem tenha feito o lembrete-bilhete empreendeu ali peso semelhante a todo o resto do romance.

Páginas ficcionais se tornaram manchete de jornal. Hoje gritam o amor que não cabia no peito e se aconchegou no calor daquelas páginas.

E antes da leitura chegar ao final, um ramo ressecado de flor também caiu para adornar a mensagem com a lembrança do que, mesmo sem o viço de outrora, continua lembrando que já existiu beleza e vigor naquelas lembranças.

   



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 23h09
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Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 12h36
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MAREANDO QUINTANA

Muita gente poderosa passeou pela travessa Araújo Ribeiro, em Porto-Alegre. Artistas, políticos e endinheirados de passagem pela Capital na primeira metade do século vinte procuravam aquele endereço para se hospedar no Hotel Majestic, símbolo da alta sociedade farroupilha.

            As armas da modernidade, sempre ágeis, bombardearam aquelas bandas e até os fantasmas da riqueza produzida pelo charque procuraram endereços adequados à inata volatilidade do tempo, com seus novos e climatizados ares protegidos pelos vidros blindex e banhados pelas jacuzzis.

            O passado e sua história de repente não passam de velhice. Memória nada mais é do que pó e toda lembrança volve à insignificância das recordações. Antigos quartos, escadarias de mármore e inovações de época são condenados a servirem só para hospedagem rápida. Nunca mais respirarão ambições. Não abrigarão encontros amorosos, nem emoldurarão status. Serão tetos para quem apenas procure abrigo.

            Algumas poucas pessoas, porém, nunca residiram em lugar algum. São parte de uma casta que prescinde de morada porque abrigam em si mesmas o mundo. Não esta urbe de concreta, mas o orbe da visão larga e da alma cheia. São seres que não cabem sequer em si.  Transbordam. Excedem. Vivem.

            Às vezes os travesseiros do quarto 217 daquele imponente edifício se alegravam por aconchegarem uma cabeça com poucos cabelos, poupando-os da chuva ou do frio do Rio Grande. Os cobertores se aqueciam com o fogo de um corpo frágil. A poltrona se oferecia gentilmente para descansar as pernas que carregaram sonhos pelo mundo.

            Jamais, porém, as paredes recolheram aquele ser de aparência frágil, mas cujos olhos, guarnecidos por óculos de grossas lentes, não se intimidavam aos limites de sua minúscula geografia. Nem nos tapetes ou nas tábuas corridas do seu chão, os pés descansavam. Andavam por lugares que ninguém via, dançavam valsas assoviadas por anjos, abraçados pela companhia de quem se dispusesse voar consigo.

            Aquela rua, o número que distinguia a porta, o passado opulento, foram apenas coincidências. Obras do acaso que deu a felicidade meridional à morada universal de Mário Quintana. Em qualquer vazio do mundo uma formiga carregando um pedaço enorme de folha seria só mais um elo da natureza. Porém só na cabeça sem endereço do poeta aquele caminho traçado se transformaria em poema.

            Ele nunca precisou estar em nenhum lugar porque o mundo estava dentro dele. Quando alguém estivesse perdido era no mapa de sua alma que encontraria o melhor caminho para chegar ao destino que nem houvera imaginado existir. Suas trilhas, dispostas em linhas de papel, são bússolas. Onde existir alguém sem destino, ou que nem tenha se dado conta de estar perdido, encontrará a saída para o labirinto de suas inquietações e angústias na sua ausência de rimas.

            Mário, na quinta de Ana ou na no pampa de Anita, viverá puxando nossas Marias e nossas manias. Na sombra do abrigo ou na tormenta de El Niño, brigará com força maior, para nos trazer à superfície, deixar-nos respirar e nos levar de volta para o interior de nossa perdição, na procura incessante da saída sem procurada e jamais achada.

            Amar o Rio ou rir de Amar será Mário. Nunca enclausurado, mas sempre fechado. Num lugar aberto e ermo. Infinito restrito da limitação. Mario mareado. Mar árido. Mas sempre Mário. Jamais o acaso. Sempre o talvez da busca que Adélia não queria que fosse tão grande, só que em outros prados.



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 12h30
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A vida me prometeu

Ando a pé sem nada querer

Espero sem preguiça nem dever.

Consigo agüentar, suportar, sublimar.

 

Acostumado sigo em frente, vou!

 

Rôo uma promessa que não voou

Junto com o tudo que deixei escapar.

Por que

Não foi o amor quem a fez ou teceu

Só fiz acreditar no que a vida prometeu:

Um mar calmo

                          - que por fim não me deu -

Pra navegar

Com rosas pra apanhar.

 

Peço,

Teimo neste desejo férreo

Bitola

Vai e vem,

Sem e nem ou



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 14h35
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OCIDENTALIZAÇÃO INDISCRIMINADA

Existe algum meio de entendermos os conflitos árabes sem nossa visão ocidental? Existiria algum conceito próprio de bem-estar social -ainda que distante da nossa compreenção- ou nossas referências estariam sempre impondo a culturas distintas aquilo que acreditamos ser o correto para o desenvolvimento coletivo salutar?
Lembrando a comoção popular que tomou conta do Egito quando do assassinato de Anuar el Sadat, já então sob regime totalitário embora mais esclarecido, ouso questionar qual o ensinamento que o mundo oriental teria reservado à ainda incipiente civilização extra-oriental. Não sei a resposta e não quero com isso justificar afrontas à liberdade, apenas perscrutar o que milênios de sabedoria teriam a nos ensinar.
Nosso difundido "way of life" incorporado diretamente do consumismo e das facilidades tecnológicas, nos trouxe ao paraíso do comodismo com todas as sequelas dele decorrentes, tais como o sedentarismo e a obesidade, a competição excessiva, o culto à personalidade individual, em detrimento inconteste da busca de uma realização que foje da essência do ser humano. Permite-se, assim, também questionar à razão se tamanha competição, incrível individualismo, não esteja nos conduzindo à um mundo onde a felicidade venha a ser compreendida como algo que se adquire em máquinas caça-níqueis. 



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 08h22
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                                               NEM SÓ DE PÃO

 

 

QUANDO VOCÊ ME PEDIU PRA NASCER

O SUSTO NÃO ME DEIXOU ENTENDER

A DOR DO TAPA NA MINHA CARA

CUSTOU CEDER,

QUANDO VOCÊ ME PEDIU PRA NASCER

 

 

 

DIAS CALMOS SE TORNARAM LEMBRANÇA ENQUANTO VOCÊ, MINHA CRIANÇA

TIRAVA MEU SONO DE REDE QUE BALANÇA ENQUANTO A CABEÇA FICAVA BRANCA

DAQUELE SEU

NOSSO

TEMPO DE ESPERANÇA

 

 

E EM TUDO VOCÊ CHEGAVA

E A SAUDADE ME ESPERAVA

ESPREITAVA

ENQUANTO NADA EU DEMORAVA, UMA ETERNIDADE PASSAVA

DESDE A MANHÃ QUE SE ACABAVA

ATÉ A TARDE QUE MAL CHEGAVA,

 QUANDO VOCÊ ME PEDIU PRA NASCER

 

 

EU O TINHA EM MEU TUDO, EM MEU AMPLO, EM GRANDE SENTIDO

GRUDAVA EM MIM ONDE EU NÃO ESTAVA

E PENSAVA COM A MINHA CABEÇA

ONDE SOAVAM,

PRINCIPES, SACIS, MALASARTES, CACHORROS VOADORES, LATIDOS

QUANDO PARA NASCER VOCÊ HAVIA ME PEDIDO

 

 

HOJE LONGO CORPO ESTENDIDO

NO CHÃO TODO ENCARDIDO DEITO E LEMBRO

TÃO TÃO SOFRIDO

 ESSE AMOR QUE FICA ESCONDIDO

 ANTES DESTE RISO MÁSCARA

PRECISO, LIMITADO, CONTIDO

 

PRECISA SOR SOLTO, LIBERTO, CORRIDO

ESSA FILHA DA MINHA CABEÇA QUERIDA,

QUE PARIU ESSE MEU MENINO, ESSE MEU SONHO

CEDO E TARDE,

LOGO E BREVE,

FRIO E ÚMIDO, DE UMBIGO UNIDO,    

 

 

 

CORRER SOLTO AGORA É MISTER, HOMEM, FILHO, O QUE QUISER

 VIVO ASTUTO, VÍVIDO, COMPLETO, VOADOR

QUE ANDA SÓ NO CÉU, DESCE ARCOS E SOBE PONTES, COM FÉRREA FORÇA DE ELEFANTES

PORQUE CRESCEU E SE FEZ

BEM MELHOR QUE QUALQUER FREGUÊS

DESTE BOTECO ONDE PASSO MINHA VEZ

PARA SERVIR-LHE A MELHOR BEBIDA QUE NO COPO COUBER

E SUAS MÃOS PUDEREM LEVAR

À BOCA E AO CHÃO

PARA OS SANTOS QUE HOJE VÃO CUIDAR

DO MENINO QUE FIZ NINAR

QUANDO ME PEDIU PARA NASCER



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 08h56
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ponha-se de pé

Acorde, Amanheça, Caia de cabeça

Mergulhe fundo, entre no nosso mundo.

Nade no pecado e a cada bocado

Revire o ambiente divino de Deus

que abençoa santos e ateus

Por o amor ser livre e são

Desguardado, não guiado, desviado

Pelo mais tenro coração

 

Acorde, amanheça, caia de cabeça

Solte da minha mão e me procure

antes que eu me cure

E dessa maresia amanheça

Cheio de saúde e aporte

No seu peito doce -ainda mais forte-

Pra buscar o seu caldo no rescaldo

Do meu santo doce sonho

 

Acorde e amanheça na minha cabeça

Porque tudo o mais que aconteça

Será suco, resto de ontem e de anos

Enrolados em nossos novos planos

De rodar rio abaixo nado peito

Na labuta, faina deste eito

Onde acordamos e ficamos

Dormindo de prazer, no leito aonde amamos



Escrito por Dr. Manoel Paz Landim às 09h38
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